05 | Sobre mim

Eu já tinha lido sobre isso nos livros. Músicas, filmes, poesias. Não são poucos os lugares onde você pode encontrar esse sentimento sendo descrito. Porém, eu nunca tinha sentido isso antes. Sempre considerei que as interpretações tinham tirado uma licença poética ao representá-lo. Mas eu estava errada.

Afinal, como você acha que o corpo responderia à uma atitude mal interpretada? Às chances perdidas? À devoção e à falta dela? À indecisão? Ao toque que nunca existiu? Ao beijo que só veio em sonhos? É tudo apenas uma consequência.

É como o corpo devolve o seu arrependimento. Suas expectativas. A frieza da Internet e impossibilidade de voltar no tempo. O fato de que você não podia ver meu rosto demonstrando que aquilo tudo foi um mal entendido. O fato de que você não pode olhar no meu rosto agora e perceber que o sentimento continua o mesmo. O fato de que eu ainda te amo.

O coração demora a esquecer, mas é rápido o suficiente pra fazer suposições. É esperto o suficiente pra perceber que isso pode ter acabado com tudo. É sincero o suficiente pra doer.

E não é licença poética. Ele dói. Dói mesmo.

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