01 | Um dia morto, mas não de todo ruim.

Curitiba, 05 de Março de 2015

D2

Existem aqueles dias na nossa vida que você acorda e parece que continua em sonho. O dia começa com nada em especial acontecendo, e você, aparentemente, não consegue encontrar nada interessante para fazer. Ah, você tem sim coisas à fazer. Uma parede à pintar, matérias para estudar, chaveiros para costurar. Porém seu corpo, sua alma, parecem consumidos por uma energia inerte que te impede de realizar toda e qualquer ação.

Passei boa parte da manhã deitada na cama, pensando em nada.

O resto do dia passou de maneira mais agitada, fiz minhas tarefas, terminei um chaveiro, fui à aula, mas mesmo assim, dentro do meu corpo, aquela sensação permanece e parece que nada muda. Entenda, que isso não é necessariamente ruim. Eu sei o que é ter essa sensação de não querer fazer nada de uma maneira bastante negativa, e posso afirmar que hoje não foi isso.

Eu simplesmente fui.

Foi um dia sem viver, passou como a paisagem às pressas na janela de um trem. Você não tira nenhum detalhe importante, você não absorve tudo que se contém ali, porém você sabe que a paisagem esteve lá, sabe, em sua totalidade, o que ela possuia e isso bastou.

A unica coisa que eu espero é que isso não se repita, que amanhã o sol nasça com cores na minha alma e que eu consiga sorrir nas possibilidades que o futuro trás.

Por hoje, eu fico no meu mundo em preto e branco, esperando o tempo passar.

Um chocolate quente menos insosso que o meu dia.

Limye Chwet

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